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Zumbido tem cura?
07-01-2019
Saúde
O Jornal explica os tipos de zumbido e as lesões que podem causa-lo, além dos tratamentos disponíveis.

O zumbido incomoda e pode até ser comparado com uma dor de cabeça, já que os dois tem várias causas e vários tipos de tratamento. Para falar sobre o assunto, o Bem Estar desta quarta-feira (02) recebeu as otorrinolaringologistas Tanit Sanchez e Sandra Bastos.




Grande parte das pessoas que buscam o tratamento conseguem alguma melhora parcial e há ainda uma pequena parcela de pessoas que relatam uma melhora completa, que significa a ausência do sintoma e sem nenhuma recaída. Outros dados são que 15% das pessoas que tem perda de audição tem zumbido e destas, 2% se incomodam (ou seja, 13% convivem ou não se incomodam com o zumbido).


Causas




O zumbido ocorre, em 90% dos casos, por causa da perda auditiva. Mas não quer dizer que quem tem perda auditiva terá, necessariamente, zumbido. Pode ocorrer por doença genética (quando nasce já com a perda), por causa de algumas doenças infecciosas (que levam a perda de audição), pela idade (vamos perdendo a audição com o envelhecimento), por medicamentos que possuem ação tóxica (efeito colateral) no ouvido (causando perda de audição e/ou zumbido), como alguns antibióticos, anti-inflamatórios, diuréticos, quimioterápicos, estimulantes sexuais e por lesão ou traumas.




O fone de ouvido com som alto é o pior inimigo da audição. A associação entre o volume e o tempo de uso dos fones é o que causa o dano.


O cérebro


O zumbido ocorre porque o cérebro percebe que a pessoa perdeu um pouco da audição. Por exemplo, uma pessoa perdeu 5 decibéis de audição, só que ela não se dá conta que isso aconteceu, mas o cérebro dela sim. Ele quer corrigir essa perda e o zumbido aparece como um "curto circuito" (tipo um reparo) dizendo que ocorreu um dano em parte do aparelho auditivo. É um mecanismo compensatório. Se falta algo, ele recruta alguma parte (gera uma hiperatividade) para cobrir aquele buraco. E essa compensação pode vir em forma de zumbido.


Diagnóstico


O diagnóstico deve ser individual e estudado caso a caso. É preciso compreender o tamanho do incômodo e como o paciente convive com ele. Muitos pacientes relacionam o zumbido com a dor.




Podem ser feitos exames físicos otorrinolaringológico, avaliação audiométrica com acufenometria (medida da frequência e intensidade do zumbido), ou mesmo exames de sangue.




Diabetes, hipotireoidismo e problemas de ordem hormonal podem ser causas do zumbido (alterações na parte metabólica).


 

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