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Vettel, Hamilton e Max projetam luta dura para início da temporada 2018 de F1
09-03-2018
Fórmula 1
Três principais equipes mostram equilíbrio nos testes de pré-temporada, em Barcelona, deixando gostinho de que devem disputar as posições da ponta neste ano.

Vettel, Hamilton e Max projetam luta dura para início da temporada 2018 de F1


Parece que as equipes combinam, não é verdade? Nesta quinta-feira, em Barcelona, foi a vez de Sebastian Vettel, com a Ferrari SF71H, estabelecer um tempo de chamar a atenção, 1min17s182, de pneus hipermacios, dentre as 188 voltas completadas no Circuito da Catalunha, equivalente a quase três GPs.


Na quarta-feira, quem gerou sensação na pré-temporada da F1 foi Daniel Ricciardo, com o RB14-TAG Heuer (Renault) da RBR, ao estabelecer 1min18s047, também com hipermacios. E na sexta-feira da semana passada, no último dia da primeira série de testes, Lewis Hamilton deixou os adversários assustados ao registrar com o modelo W09 da Mercedes 1min19s333, mas com pneus médios. A Pirelli disponibiliza todos os tipos de pneus.


Você viu bem? Ferrari, RBR e Mercedes, as três causaram muito boa impressão nos treinos que antecedem a abertura do campeonato, dia 25, no Circuito Albert Park, na Austrália, apesar de no paddock muita gente acreditar que o verdadeiro potencial da Mercedes estrategicamente não foi exposto. É possível, lógico.


Desde a introdução da tecnologia híbrida na F1, em 2014, os ensaios de fevereiro e março evidenciaram importante vantagem técnica da Mercedes nos três primeiros anos, forte resistência da Ferrari, em 2017, e desta vez, ao que parece, a equipe alemã poderá eventualmente ter concorrência da Ferrari, novamente, e a novidade, da RBR. Seria ótimo para a F1, não?


Como a quilometragem acumulada nos três dias da primeira série e nos três do teste em curso em Barcelona já é significativa, os próprios pilotos fizeram suas projeções do começo da temporada, como eles próprios imaginam que serão as primeiras etapas do calendário, a partir do que viram nesses seis dias na pista catalã. Não há visão mais abalizada, não acha?


Depois da prova em Melbourne a F1 irá para o Bahrein, dia 8 de abril, a China, 15, e o Azerbaijão, 29, antes de regressar a Europa para o GP da Espanha, dia 13 de maio, quando os times, em geral, se apresentam com carros modificados a partir dos ensinamentos das corridas iniciais.


Britta Roeske, assessora de Vettel, enviou os comentários do piloto depois do excelente dia de trabalho em Barcelona. Só lembrando que o alemão tetracampeão do mundo encerrou sua preparação. Só sentará no cockpit do modelo SF71H, agora, no primeiro treino livre do GP da Austrália, dia 23. Kimi Raikkonen assume o carro italiano nesta sexta-feira, último dia da pré-temporada.


No segundo dia da semana passada, Vettel completou 98 voltas. No quarto, 120. Nesta semana, foram 171 voltas na terça-feira, 66 na quarta-feira e, como mencionado, nada menos de 188 nesta quinta-feira. Fez as contas? Isso mesmo, Vettel percorreu 643 vezes o traçado de 4.655 metros, o que lhe dá a expressiva bagagem de 2.993,1 quilômetros (9,7 GPs) e, até agora, o melhor tempo do ensaio geral, registrado nesta quinta-feira.


Tempos têm valor relativo


Em primeiro lugar, Vettel procurou reduzir o impacto de ter sido o mais veloz. “Olhar apenas os tempos não é o mais recomendado. Hoje a pista estava muito rápida e nosso programa era um pouco diferente em relação à grande parte de nossos adversários.” Usou os pneus mais macios da Pirelli e provavelmente tinha pouca gasolina no tanque. A Mercedes treinou com os pneus médios e a RBR, macios.


Como simulou um GP, com pit stop e troca de pneus, Vettel pôde avaliar o SF71H em condição de corrida. “Quando você vai para a primeira simulação com um carro novo, em geral acaba enfrentando alguns problemas, mas nós não tivemos hoje nenhum, foi tudo muito útil. Vamos analisar nosso ritmo. A impressão, no entanto, é boa, apesar de ainda termos trabalho pela frente.”


O SF71H tem maior distância entre eixos se comparado ao modelo do ano passado. A solução, destinada a melhorar a resposta aerodinâmica e o comportamento nas curvas mais velozes, tem importantes implicações no comportamento do carro, novidade para a Ferrari. Os italianos se inspiraram no monoposto da Mercedes de 2017, repetida pelos alemães este ano. Estima-se que a Ferrari SF71H tenha uma distância entre eixos de 3.678 mm e o W09 da Mercedes, 3.680.


Vettel deu a entender que o foco do time foi esse, descobrir a nova Ferrari. “Procuramos entender como acertar o carro, ver como ele se comporta, como reage. Posso dizer que estou bastante contente com o resultado, fiquei com um bom feeling do carro, mas, como falei, temos muito o que fazer ainda antes da Austrália.” Evitou comparar com o monoposto de 2017, que o permitiu liderar o mundial da abertura ao GP da Itália, em setembro.


Vettel pilota Ferrari na segunda semana de testes em Barcelona (Foto: Getty Images)


Vettel pilota Ferrari na segunda semana de testes em Barcelona 


“O asfalto aqui é novo, essa variável torna o confronto difícil, mas penso ser, sim, um passo para a frente. Claro, depende do que os outros fizeram." A respeito de sentir se poderá, como em 2017, lutar pelo título, afirmou: “Não sei, ainda. Fizemos muitos quilômetros nos testes, mas não temos elementos suficientes para estarmos seguros na nossa performance em relação à concorrência”.


Procurou se estender na reposta: “O que sabemos é que temos um carro confiável e conhecemos as áreas que necessitam ser melhoradas”. A impressão é de que, apesar do bom momento da Ferrari, os testes sugerem não estar tão forte para lutar e vencer a Mercedes nas primeiras provas como em 2017. Mas, como afirmou Vettel, é em Melbourne que conheceremos a realidade.


Piloto inglês está mais otimista


A vez de Hamilton, agora. O piloto inglês quatro vezes campeão do mundo demonstra, no seu discurso, estar mais confiante do que em março de 2017. A reportagem do GloboEsporte.com ouviu de Hamilton, no ano passado, como outros jornalistas, que para ele a favorita, na Austrália, era a Ferrari, não a Mercedes. Estava certo. Vettel venceu em Melbourne e não fosse os erros do alemão em Baku e Cingapura, e as panes na unidade motriz na Malásia e no Japão, poderia ter sido campeão do mundo.


Desta vez há indícios de que, apesar da proximidade de Mercedes, Ferrari e RBR, a escuderia alemã pode largar pouca coisa na frente da italiana. Como afirmou Vettel, a ser verificado em duas semanas. Hamilton completou 25 voltas no primeiro dia da semana passada e 69 no quarto. Nesta semana, foram 91 voltas na terça-feira, 90 na segunda e 84 nesta quinta-feira, total de 359, ou 1.671,1 quilômetros (5,4 GPs).


Lewis Hamilton em Barcelona (Foto: Pedro Lopes)


Lewis Hamilton em Barcelona 


Sua melhor marca até agora é a de quarta-feira, 1min18s400, com pneus ultramacios. Nesta quinta-feira Hamilton e o companheiro, Valtteri Bottas, só utilizaram os pneus médios para registrar seus tempos. Ambos simularam um GP. Com os médios Hamilton obteve 1min19s296, o 8º.


Os médios são algo como dois segundos, pelo menos, mais lentos que os hipermacios usados por Vettel nesta quinta-feira. Sem esses dois segundos, os tempos de Hamilton e Vettel se equivaleriam, embora esse raciocínio não seja absoluto. Por vezes um carro se torna muito mais rápido com pneus mais macios enquanto em outras ocasiões o avanço é menor.


Para Hamilton, já que o confronto com os adversários é duvidoso por causa das muitas variáveis que interferem na definição dos tempos, apesar de esperar um combate feroz, o mais importante foi verificar outra coisa: “A sensação que tenho é a de que os problemas que enfrentamos no ano passado foram solucionados, mas temos de considerar que a pista este ano é muito distinta da de 2017.” Como citou Vettel, o asfalto novo mudou de forma significativa a aderência, está maior, assim como reduziu a degradação dos pneus.


Sem pontos fracos, agora


O modelo W08 Hybrid da Mercedes de 2017 permitiu a Hamilton ganhar nove corridas e a Bottas, três. Mas tinha um calcanhar de Aquiles, a forma como lidava com os pneus. Melhor nas sessões de classificação, se comparado com o rendimento da Ferrari, apesar de nessa condição a maior potência da unidade motriz da Mercedes ajudar a fazer a diferença, mas menos eficiente, na média, que o SF70H de Vettel ao longo dos 305 quilômetros da corrida.


“Não sei ao certo onde estamos em termos de performance. Posso afirmar que nossa confiabilidade nos treinos foi fantástica e tenho um grande feeling com o carro, bastante equilibrado”, disse Hamilton.


Sobre se espera ver este ano três equipes lutando pelas vitórias, Hamilton respondeu, em contradição à dúvida deixada inicialmente no ar: “Sim, já disse várias vezes”. Curiosamente, ao mencionar as três, demonstrou ter ficado mais atendo ao time de Max e Ricciardo. “Penso que a Red Bull poderá ser um adversário de peso este ano, o carro deles parece ótimo. Quanto a Ferrari, vi pouco, mas a espero também na luta.” Se de fato os pilotos de Mercedes, RBR e Ferrari passarem a disputar as pole positions e as vitórias, comentou Hamilton, “será uma grande notícia para o esporte. Mais competição, mais divertimento”.


Nesta sexta-feira Hamilton acelera o W09 à tarde e Bottas, pela manhã.


No caso da Mercedes, Hamilton surge como o piloto de maiores possibilidades de sucesso, apesar de não existir nada que impeça Bottas de surpreender e se impor na luta. Na Ferrari, é menos provável que Raikkonen possa desafiar Vettel, até porque lá a política de concentrar interesses no piloto com mais chances de vitória é explícita.


Na RBR, a luta é aberta


Já na RBR ninguém em sã consciência pode afirmar nada quanto a um eventual vencedor entre Max e Ricciardo. Nas definições do grid, em 2017, Max foi muito mais veloz que Ricciardo, o oposto de 2016. Em corrida, o australiano é um piloto rápido, regular, capaz de manter elevado nível de desempenho por muito tempo, como atestam os nove pódios em 12 GPs seguidos em 2017, com um carro menos eficiente que o da Mercedes e Ferrari. Max evoluiu muito como piloto, ao longo do ano, nesse quesito também.


Usando como exemplo Max para falarmos da RBR, o holandês completou 67 voltas no segundo dia da semana passada, 35 no quarto, 130 no primeiro desta semana e 187 nesta quarta-feira. No total, percorreu 419 vezes o Circuito da Catalunha, equivalente a 1.950,4 quilômetros (6,3 GPs). Nesta quarta-feira Max se limitou a treinar com os pneus médios, 1min19s842, o 12º do dia.


Max Verstappen testando nova RBR-Renault em Barcelona (Foto: Getty Images)


Max Verstappen testando nova RBR-Renault em Barcelona


Max, como sempre, expôs o que pensa: “Vamos estar mais perto deles (Mercedes). Se na classificação estivermos a três, quatro décimos, poderemos lutar pela vitória porque acredito que nas corridas estaremos mais próximos”. A realidade da RBR este ano não tem nada a ver com a do mesmo período no ano passado, lembrou. “Claramente, agora, deveremos estar ali com nossos adversários. Não sei exatamente quanto, mas estaremos, na classificação e na corrida.”


Sua alegria provinha não apenas da velocidade, mais evidenciada por Ricciardo que por ele, mas da confiabilidade do modelo RB14, um dos problemas do RB13 de 2017. Max abandonou cinco das nove primeiras etapas. “Atingimos muito bom estágio de confiabilidade, daí eu estar tão contente." E sem receio de ferir alguém, comentou que Renault e McLaren, as outras escuderias que, como a RBR, competem com unidade motriz Renault, não farão concorrência ao seu time. “Não os vejo como nossos adversários.”



A exemplo de Vettel, Max só entra na pista de novo dia 23, no primeiro treino livre do GP da Austrália. Ricciardo concluirá a pré-temporada pela RBR nesta sexta-feira, em Barcelona, onde espera-se que Mercedes, Ferrari e RBR possam dar outra demonstração de poderem ser adversárias nas etapas iniciais do mundial, o que seria excelente para a F1.

 

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