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Rede de supermercados recolhe quase 3.800 cervejas da Backer em JF
15-01-2020
Cidade
Medida atende determinação do Ministério da Agricultura; cervejaria investigada pede para nenhuma Belorizontina ser consumida

A maior rede de supermercados de Juiz de Fora recolheu, nesta terça-feira (14), 3.744 cervejas da marca Backer que estavam espalhadas pelas prateleiras das 24 lojas existentes na cidade. A medida foi tomada pelo Grupo Bahamas após o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) intimar a Cervejaria Backer, na segunda, para retirar do mercado, além da cerveja Belorizontina – investigada por contaminação por dietilenoglicol – todos os produtos fabricados no período de outubro de 2019 até 13 de janeiro. “A medida é para preservar a saúde dos consumidores”, afirmou o Mapa, se referindo à síndrome nefroneural, que já afetou pelo menos 17 pessoas que teriam consumido a bebida, incluindo o bancário aposentado de Ubá, Paschoal Demartini Filho, 55 anos, que faleceu em Juiz de Fora no último dia 7. Também nesta terça, a CEO da Backer, Ana Paula Lebbos, orientou os consumidores a não consumirem nenhuma cerveja Belorizontina, de qualquer lote, já que todas seriam fabricadas no tanque de refrigeração lacrado pelos investigadores e, segundo a Polícia Civil, contaminado pela substância.


De acordo com o gerente de marketing do Bahamas, Nelson Júnior, o grupo não comercializava a cerveja Belorizontina, mas trabalhava com sete rótulos da Backer, dos 21 que tiveram determinação para recolhimento. “Retiramos o estoque que a gente tinha. Nos antecipamos, porque a determinação do Ministério da Agricultura é para a Backer recolher os produtos. Mas desde segunda, por volta das 18h40, começamos a fazer a retirada das cervejas Backer das prateleiras. Também temos um volume no Centro de Distribuição. Esse vai ficar lá para a empresa retirar.” Ainda conforme Nelson, o mesmo procedimento foi realizado nas demais lojas da região e do estado.


A regional de Juiz de Fora da Associação Mineira de Supermercados (Amis) informou que praticamente todos os médios e grandes supermercados da cidade comercializavam algum dos mais de 20 rótulos da Cervejaria Backer. A Amis já retransmitiu a todos os associados à entidade a nota oficial emitida na segunda pelo Mapa, determinando o recolhimento das cervejas da marca.


Recall


Segundo o Mapa, “as análises exploratórias, realizadas pelos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária nas amostras dos produtos Belorizontina e Capixaba (nome da mesma bebida, mas comercializada no Espírito Santo), confirmaram a presença dos contaminantes monoetilenoglicol e dietilenoglicol. Até o momento, três amostras foram analisadas. Estes produtos já estavam e continuam sendo retirados do mercado, por recolhimento feito pela própria empresa e por ações de fiscalização e apreensão dos serviços de fiscalização do Mapa.” A Cervejaria Backer, que passou por nova vistoria nesta terça-feira com a presença da Polícia Civil, foi interditada cautelarmente na semana passada pelo Mapa, que apreendeu 139 mil litros de cerveja engarrafada e 8.480 litros de chope.


Em nota divulgada nesta terça, a Backer afirmou que “segue atendendo a todas as exigências das autoridades e reafirma seu compromisso com o cumprimento de todas as medidas solicitadas pelos órgãos. A empresa informa que acionou a Justiça, porque precisa de mais tempo para se programar para atender, da melhor maneira possível,  a medida de recall solicitada pelo Mapa.”


Também nesta terça, o Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas em Geral do Estado de Minas Gerais (Sindbebidas) emitiu nota em que destaca seu apoio à investigação para o esclarecimento da relação entre o dietilenoglicol e a cerveja Belorizontina e orienta aos seus afiliados o total banimento do uso de etilenoglicol, monoetilenoglicol e dietilenoglicol no processo de produção de cerveja.


“Não bebam Belorizontina”


“A família Backer está assustada e triste com todos esses fatos. É surpresa para nós e para vocês. São 20 anos de luta e história, ensinando sobre cerveja artesanal para milhares de pessoas. São mais de 650 funcionários, diretos e indiretos, que estão preocupados. Não julguem. Nossos processos são todos muito bem auditados e monitorados. Não deixem perder essa história tão linda que as cervejarias artesanais construíram, não só em Minas, mas no Brasil. Queremos saber a verdade o mais rápido possível. Estamos abertos a todas as investigações, mas ainda não há conclusões”, desabafou a CEO da Backer, Ana Paula Lebbos, durante entrevista coletiva à imprensa nesta terça, quando fez o apelo:“Não bebam Belorizontina. Qualquer que seja o lote. Até que tudo isso seja resolvido. Quero que o meu cliente seja protegido, porque não sei o que está acontecendo.”


A orientação se estende à Capixaba, comercializada no Espírito Santo.


Ela reafirmou que na Backer nunca foi utilizado o dietilenoglicol. “Isso é um mistério para nós e para as autoridades. O líquido refrigerante monoetilenoglicol é que é usado para a refrigeração de todos os 70 tanques da cervejaria.” A CEO confirmou que na vistoria desta terça foi verificado o tanque 10, que já havia sido lacrado, e o reservatório de monoetilenoglicol. “Nós contratamos uma perícia técnica para avaliar processos. Todo nosso processo diário dentro da Backer, desde do recebimento do malte, até o envase, está sendo averiguado.” Segundo ela, nunca houve antes qualquer caso anterior de contaminação do líquido, nem por monoetilenoglicol, usado no resfriamento, nem por dietilenoglicol, substância detectada no sangue de quatro dos 17 pacientes com a síndrome nefroneural, encontrada em três lotes da Belorizontina e no tanque de refrigeração, mas que a Backer afirma não utilizar em nenhuma etapa.


“A Backer possui vários rótulos. Nunca pensaríamos que um dia pudesse acontecer isso com uma cerveja. Nossos procedimentos são todos acompanhados.” Ana Paula afirmou que tudo está sendo uma “surpresa assustadora” e destacou que o fato aconteceu na Backer e com a Belorizontina. “Não desvalorizem esse mercado, que é muito importante para o nosso estado. Existem pessoas por trás de uma marca, que sobrevivem, trabalham e se dedicam. É importante não misturar as coisas: o mercado cervejeiro artesanal não pode ser misturado na mesma panela. Não sabemos o que aconteceu.”


 

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