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Quatro coisas que estarão em jogo no GP do Canadá de F1
08-06-2018
Fórmula 1

Favoritismo de Hamilton, disputa de motores, estratégia e situação de Hartley são pontos a serem observados no fim de semana


A sétima etapa da F1 em 2018 levanta uma série de questões sobre a relação de forças na atual fase da temporada. O GP do Canadá, em Montreal, representa um momento importante no desenvolvimento das equipes, o que pode trazer consequências para o restante da disputa.




Líder do campeonato, Lewis Hamilton ainda ostenta uma vantagem confortável para Sebastian Vettel, e há indícios que sugerem que o favoritismo está ao seu lado. Porém, as rivais não estão paradas, já que há melhorias técnicas nos outros carros que estarão em ação a partir deste fim de semana.




Além disso, assim como aconteceu em Mônaco, há duas semanas, os pneus novamente podem ser um importante ponto de discussão, o que abre o leque de possibilidades estratégicas para o domingo.


O tetracampeão se sente em casa em Montreal. Foi ali que ele conquistou sua primeira vitória, em 2007, além de abocanhar três triunfos consecutivos nos últimos três anos. 




Mais do que sua aptidão pessoal ao circuito, a Mercedes também possui, em tese, características que a deixam otimista. Em Mônaco, um circuito sem paralelos no calendário, o time não fez frente a Red Bull e Ferrari, mas, antes disso, houve um domínio acachapante no GP da Espanha.


Por mais que a relação de forças ainda se alterne entre as equipes nesta primeira fase do campeonato, Montreal é o circuito ideal para Hamilton e a Mercedes mostrarem suas cartas. Mas o inglês conseguirá o triunfo que o deixaria em pé de igualdade com Michael Schumacher, sete vezes vencedor no Canadá? 


A sétima corrida do campeonato é um marco importante no desenvolvimento técnico das fabricantes de motor. Renault e Honda, por exemplo, introduzirão novidades em suas unidades de potência, o que deve ter desdobramentos não só na ordem do grid, mas também no mercado para 2019.


A fabricante francesa promete entregar novidades em seu MGU-K, o que se espera que traga ganho de performance. Já a Honda atualizará seu motor a combustão e também espera por uma melhora no cronômetro. 


O desafio para ambas será estrear as novidades sem que isso comprometa a confiabilidade – e, consequentemente, sem atrapalhar no limite de peças permitidas durante o ano. 




Mas a questão vai além. As respostas que serão dadas no Canadá ajudarão a Red Bull a decidir se ficará com o motor Renault em 2019 ou se iniciará um novo projeto ao lado da Honda. Isso, por sua vez, pode afetar diretamente o mercado de pilotos, uma vez que Daniel Ricciardo ainda não tem contrato com a equipe. Muitas respostas serão dadas neste aspecto, e o circuito de Montreal é ideal para isso.


Pela segunda corrida consecutiva a F1 utilizará os compostos hipermacios, que são, de longe, os mais rápidos e menos resistentes já produzidos pela Pirelli na categoria. 




A questão é que os hipermacios estarão em ação em um circuito de natureza completamente diferente em relação a Mônaco. Na corrida do principado, muitos pilotos mantiveram a borracha demarcada em rosa em seus carros mesmo em grande nível de desgaste, já que trata-se de um circuito de dificílima ultrapassagem – portanto, posição de pista era o que importava.




Montreal é diferente, o que possivelmente significará que aqueles que usarem os hipermacios durante a corrida somente o farão em um trecho mais curto. Então, como serão as estratégias dos ponteiros e do pelotão intermediário durante o fim de semana? Isso poderá trazer alguma surpresa?




Hartley lidará bem com a batata assando?


A poucos dias do início das atividades do GP do Canadá, uma informação importante veio à tona: a Toro Rosso sondou Lando Norris, piloto protegido da McLaren, para substituir Brendon Hartley a partir do GP da Áustria, a nona corrida do ano.


A informação de que a Toro Rosso não estava exatamente satisfeita com o trabalho de Hartley já corrida nos bastidores, mas ver as alternativas da equipe escancaradas para o mundo certamente colocarão ainda mais pressão nos ombos do neozelandês. 




Entre erros, performances apagadas e azares, Hartley se encontra 17 pontos atrás de Pierre Gasly na tabela de pontos. Haverá cabeça e clima para uma recuperação?

 

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