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PF diz que Jucá, Renan e Sarney não obstruíram a Lava Jato;; Me dá pena do Brasil , diz Mujica sobre situação política do país
22-07-2017
Política
Governo diz que não há previsão de aumentar impostos ‘no momento’

PF diz que Jucá, Renan e Sarney não obstruíram a Lava Jato


Da esquerda para a direita: Romero Jucá, Renan Calheiros e José Sarney.


A Polícia Federal concluiu que o ex-presidente José Sarney e os senadores Romero Jucá (RR) e Renan Calheiros (AL), caciques do PMDB, não tentaram barrar a Operação Lava Jato. Em relatório ao Supremo Tribunal Federal sobre os áudios entregues pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, que gravou conversas com Sarney, Jucá e Renan, a PF sustenta que não há como comprovar o cometimento de crimes por parte do ex-presidente e dos senadores.


O RELATÓRIO


Nas reuniões com Machado - que fez delação premiada e ficou livre da prisão -, o tema predominante era o avanço da Lava Jato. Segundo a PF, intenção não é obstrução de Justiça.


Nos diálogos, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) afirma ser necessário mudar o governo para estancar a sangria e mencionava como solução , o então vice-presidente Michel Temer. À época, a ex-presidente Dilma Rousseff estava à beira do processo de Impeachment e o delator e o peemedebista falavam sobre as investigações. O então presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ressaltou a necessidade de regulamentar a delação premiada em conversa com Machado. Já Sarney disse prever que a delação da Odebrecht teria o efeito de uma metralhadora ponto 100 .


A informação foi divulgada pelo repórter Marcelo Cosme, da Globo News, e confirmada pela reportagem do Estadão.


No relatório ao Supremo, a PF sugere um estudo mais aprofundado sobre os benefícios concedidos a Machado com a colaboração.


COM A PALAVRA, O CRIMINALISTA ANTONIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO KAKAY


"O relatório da Polícia Federal é de extrema importância porque foi desta delação (de Sérgio Machado) que originou o pedido de prisão do ex-presidente Sarney, o pedido de prisão do então todo-poderoso ministro Romeu Jucá que, por causa dessa delação perdeu o Ministério, e o pedido de prisão do ex-presidente do Senado (Renan Calheiros)."


"Ainda não estamos comemorando nada. É óbvio que estamos satisfeitos com o excelente trabalho da Polícia Federal e o pedido de arquivamento do inquérito diante da comprovação de que não há indícios sequer de obstrução de Justiça. Mas, a palavra final é do Ministério Público Federal. Vamos esperar que o Ministério Público se manifeste nesse sentido."


"É muito interessante e oportuno discutir uma questão abordada no relatório da Polícia Federal para que o delator (Sérgio Machado) perca os benefícios. No momento em que se discute a extensão da delação acho extremamente relevante que se discuta isso. Porque ele (Sérgio Machado) fez gravação ilegal, gravação dirigida, onde tentava levar as pessoas (os senadores e o ex-presidente) a falar o que ele queria que falassem."


"Infelizmente, essas gravações tiveram repercussão muito séria na vida das pessoas. Este é o ponto que deve ser enfrentado agora."


 


Me dá pena do Brasil , diz Mujica sobre situação política do país


 Me dá pena do Brasil , diz Mujica sobre situação política do país: Ex-presidente do Uruguai critica manobra para vetar denúncia contra Temer, acredita na inocência de Lula e diz que o Brasil retrocedeu com as reformas do atual governo


O ex-presidente do Uruguai José "Pepe" Mujica, de 82 anos, considera lamentável a troca dos membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara para garantir a rejeição do parecer que propunha o avanço da denúncia do presidente Michel Temer por corrupção passiva. Além disso, Mujica afirmou que não acredita em nenhuma das acusações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


"Tudo isso é muito triste. É um cenário que coloca o Brasil, na visão internacional, como uma República muito desprestigiada. O Brasil não merece isso", disse o atual senador do Uruguai em entrevista à "BBC Brasil".


"Me dá pena. Pena pelo Brasil por ver o que aconteceu com uma comissão que estava estudando as eventuais acusações, em que tiveram que mudar a composição dessa comissão. E tudo indica que houve muita influência para poder colocar gente que não decepcionasse o governo", completou.


Sobre as acusações contra Lula, Mujica acredita se tratar de uma manobra da direita conservadora, que está usando a sua influência sobre os mecanismos da Justiça.


Atacar Lula, da maneira como o estão atacando, é impressionante. Colocam a eventual venda de um apartamento em uma praia... (o tríplex no Guarujá). Para um homem que foi presidente durante oito anos da principal potência da América Latina e com o antecedente da retirada de Dilma Rousseff do governo... Realmente tudo isso gera a imagem de um Brasil muito doente."


Para Mujica, as reformas do governo Temer levam o Brasil para o passado: "É como se o Brasil estivesse voltando aos seus piores tempos".




Governo diz que não há previsão de aumentar impostos ‘no momento’



Após elevar alíquotas de PIS/Cofins sobre combustíveis para cobrir o rombo no Orçamento, o governo avalia que uma nova alta de tributos está afastada “neste momento”, mas o próprio presidente Michel Temer diz que a equipe econômica ficará atenta a eventual necessidade.


Os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira, não descartaram novas altas de tributos daqui para a frente para que o governo cumpra a meta fiscal de déficit de R$ 139 bilhões, mas afirmaram que “neste momento” o aumento do PIS/Cofins sobre gasolina, diesel e etanol é suficiente. Antes de bater o martelo sobre o aumento feito ontem por decreto, outras opções que estavam em discussão pelo governo envolviam IOF sobre câmbio ou operação de crédito e a Cide sobre combustíveis.


Na Argentina, o presidente Michel Temer buscou tranquilizar em relação à adoção de mais medidas impopulares. Ele afirmou não haver previsão agora de mais aumento de tributos, mas ressaltou que a situação segue sendo monitorada. “Estamos atentos, a equipe econômica está atenta a isso apenas para esse aumento. Não sei se haverá necessidade ou não, mas naturalmente haverá diálogo e observações sobre isso”.


A consultoria Parallaxis estima que o Planalto vai ter que arrumar mais R$ 10 bilhões este ano para fechar as contas. Para isso, o governo pode ter que fazer uma terceira rodada de contingenciamento, além de elevar mais impostos. Entre as opções cogitadas pelos economistas está a Cide e o IOF.


Em meio ao desafio para fechar as contas e sob o risco de novas frustrações de receitas, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, esquivou-se das perguntas sobre uma possível mudança da meta de não ultrapassar os R$ 139 bilhões de déficit neste ano. “Não me cabe conjecturar hipóteses para o futuro”, disse Oliveira.


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O Palácio do Planalto sabe que uma mudança na meta a essa altura provocaria forte reação do mercado financeiro e suscitaria questionamentos sobre a condução da política econômica. Mas economistas continuam prevendo déficits entre R$ 145 bilhões e R$ 155 bilhões para este ano, mesmo com as novas medidas e o corte adicional de R$ 5,9 bilhões anunciado anteontem.


Todo esse esforço do governo brasileiro mostra determinação em cumprir a meta fiscal este ano, mas o mercado gostaria de ver maior esforço para cortar gastos, avalia o economista-chefe do Goldman Sachs para a América Latina, Alberto Ramos. “O Brasil gasta uma enormidade e gasta muito mal”, disse ele. “A eficiência do gasto é muito baixa e o custo para a sociedade de financiar essa despesa é muito alto.”

 

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