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Mãe se diz furiosa após professores contarem à filha dela que Papai Noel não existe
22-12-2017
Educação
Stephanie Boyden afirma que escola destruiu magia do Natal. Psicóloga explica se é correto falar a verdade para as crianças.

Papai Noel anda de trenó em comemoração no Círculo Polar Ártico, no Natal de 2016. (Foto: Pawel Kopczynski/Reuters)


Stephanie Boyden afirmou à imprensa britânica que está furiosa com a escola onde sua filha Demi, de 11 anos, estuda. Às vésperas do Natal, professores do colégio inglês contaram aos alunos que “o Papai Noel não existe”.


“Tentei convencê-la do contrário, mas não teve jeito. A escola destruiu a magia natalina da minha casa”, disse a mãe. O caso repercutiu nas redes sociais e Boyden foi criticada por não ter contado a verdade à menina antes, já que a garota está entrando na pré-adolescência. “Mas foi uma opção minha em querer manter a crença dos meus seis filhos. Agora tiraram isso deles”, rebateu.


Segundo a mãe, nenhum aluno havia perguntando para os professores se o Papai Noel existe ou não. “Partiu da escola tocar no assunto. E eles poderiam ter falado de um jeito diferente, em vez de dizer que ‘havia chegado a hora de todos saberem a verdade’”, contou.


Afinal, contar ou não para a criança?


Estimular a crença em personagens como Papai Noel e coelhinho da Páscoa é essencial para o desenvolvimento cognitivo das crianças. A magia pode ajudar na formação do pensamento simbólico e das representações mentais. “É por meio do universo lúdico e das fantasias que elas vão se preparando para compreender a realidade do mundo”, explica a psicóloga familiar Carol Braga. “Elas precisam de um espaço de refúgio.”


Mas até quando cultivar a fantasia? A especialista conta que é natural que, após a primeira infância, por volta dos 7 anos, a criança comece a desmistificar as histórias de Papai Noel. “Ela vai entrando no mundo real de maneira saudável, aos poucos”, explica Carol.


Se os filhos questionarem os pais, é melhor que a verdade seja contada. Mas não é necessário intervir antes que a criança manifeste essa dúvida. “É só se restringir ao que ela perguntou, sem se estender. Ela pode se frustrar ao descobrir que tudo é uma fantasia, mas isso é necessário para o crescimento”, diz a psicóloga.


Caso haja irmãos mais velhos que já saibam a verdade, cabe aos pais orientá-los para que não contem para o caçula. Basta explicar que eles também acreditavam no Papai Noel e que isso criou memórias prazerosas.


Na situação que ocorreu na escola da Inglaterra, a mãe se revoltou porque “a escola teria destruído o Natal de Demi”. Nesses casos, é interessante que os pais se lembrem de que a data tem outros momentos divertidos e afetuosos – e reforcem aos filhos de que o Papai Noel é um símbolo que não precisa desaparecer. “Todos podem continuar dando abraços, trocando presentes e reunindo os amigos e os parentes queridos. O Natal não deixa de existir”, reforça a psicóloga.

 

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