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Experiência e sensibilidade basearam escolha de Williams por Kubica para teste
10-05-2018
Fórmula 1
Polonês guiará uma nova versão do projeto original do FW41 no Circuito de Barcelona-Catalunha, nesta sexta-feira, no primeiro treino livre do GP da Espanha

Experiência e sensibilidade basearam escolha de Williams por Kubica para teste


Se antes de começar os primeiros treinos livres as equipes já colocam imensos painéis na frente dos seus boxes, para evitar de os espiões – bastante ativos na F1 - ou fotógrafos registrarem as novidades em seus carros, dá para imaginar como reagiram nesta quarta-feira no Circuito da Catalunha?


As dez equipes que disputam o campeonato se apresentaram para disputar o GP da Espanha, quinto do calendário, no fim de semana, com muitos componentes novos nos modelos que começaram a temporada, dia 25 de março, e mesmo na última etapa, realizada nas ruas de Baku, dia 29. Algumas vão disponibilizar a seus pilotos uma nova versão do projeto original, como é o caso da Williams, a última colocada entre os construtores.


O GloboEsporte.com esteve na pista catalã, nesta quarta-feira, onde caía no fim da tarde um chuva leve e a temperatura não passou de 20 graus. Alguns boxes estavam até mesmo fechados na parte da frente, exatamente para impedir de os times anteciparem aos concorrentes as novas soluções adotadas em seus carros.


Mas nesta quinta-feira os diretores técnicos não terão mais como manter os segredos. Oficialmente os GPs começam na quinta-feira, com a inspeção técnica dos carros. E os mecânicos os colocam em fila indiana, em frente os boxes, para um a um entrar no box número 1, onde os comissários da FIA fazem a inspeção.


Entrada dos boxes  (Foto: Dan Istitene/Getty Images)


Enquanto os carros se encontram na fila, ficam completamente expostos. É possível estar do seu lado, à frente, atrás, o tempo desejado, sem que os mecânicos impeçam os credenciados de observá-los até mesmo longamente.


Em entrevista ao GloboEsporte.com no Azerbaijão, o sócio e diretor da Williams, Paddy Lowe, disse que um piloto experiente não faria, a essa altura, muita diferença à escuderia, pois seu grupo técnico tem questões básicas para resolver antes de pensar em performance.


Lowe respondia à pergunta se Lance Stroll e Sergey Sirotkin, seus jovens e bem pouco experientes pilotos, têm alguma responsabilidade no pior início de campeonato da história da Williams.


Depois de quatro provas, a única etapa que marcou pontos foi há menos de duas semanas, em Baku, com o oitavo lugar de Stroll. O time inglês soma 4 pontos, décima colocada, diante de 10 da Sauber, nona, 11 da Haas, oitava, 13 da STR , sétima, e 16 da Force India, sexta. A seguir vem a Renault, com 35.


Opção pela certeza


Lowe, no entanto, vindo de três títulos mundiais até sair da Mercedes, no fim de 2016, optou por uma solução mais conservadora no GP da Espanha, talvez mais confiável, ao chamar o polonês Robert Kubica para pilotar no primeiro treino livre, na sexta-feira, das 5 às 6h30 (horário de Brasília), no lugar do russo Sirotkin.


Apesar de o último GP de Kubica ter sido há oito anos, o de Abu Dhabi, em 2010, com a Renault, quando foi quinto, o polonês já treinou, em fevereiro, com o modelo FW41-Mercedes da Williams, nos testes realizados no mesmo traçado de 4.655 metros. Ele faz parte do time da Williams.


Aos 33 anos, Kubica ainda tem importantes limitações motoras na mão e no braço direitos, seriamente lesionados no acidente sofrido na prova de rali em Andora, Itália, em fevereiro de 2011.


Mas o polonês é um competente acertador de carro e diz, ele próprio, aos técnicos, o de que deve ser feito para melhorar ajustá-lo ao circuito ou, no caso agora, se o conjunto de novos componentes tornou o FW41 mais estável e rápido.


A avaliação é do engenheiro brasileiro Ricardo Penteado, da chefia da Renault, designado para acompanhar Kubica nos testes que fez com seu modelo de F1 a fim de entender se poderia, eventualmente, voltar a pilotar no nível de excelência de antes.


Tanto nos testes da Renault como no da Williams, quando concorreu à vaga, este ano, de companheiro de equipe de Lance Stroll, o polonês reconheceu que notadamente na simulação de classificação, com pneus novos, não foi bem. Faltou velocidade.


Kubica acompanhou de perto o primeiro dia de testes (Foto: Getty Images)


As razões são o tempo distante da F1 e o comportamento dos pneus Pirelli, bem distintos dos Bridgestone conhecidos por ele. A Pirelli regressou a F1 no ano em que Kubica saiu, 2011. Outro fator limitante foi, não há como negar, sua restrição ao uso da mão e braço direitos, não mencionada por ele.


Mas para o teste que Lowe fará nesta sexta-feira, a não ótima, mas boa velocidade e, principalmente, a sensibilidade de Kubica poderão ser bastante úteis para a Williams, até porque, apesar das condições distintas dos testes, em fevereiro, o piloto tem alguma referência das reações do FW41.


- Estamos levando um importante upgrade para Barcelona. Será interessante ver o retorno que Robert nos dará”, disse Lowe.


O diretor técnico o escalou para pilotar também no segundo dia dos testes coletivos da F1 na semana que vem, quarta-feira, no mesmo Circuito da Catalunha.


Soluções aerodinâmicas extremas


Na entrevista ao GloboEsporte.com, Lowe disse não poder dar detalhes dos problemas do modelo FW41, concebido por um grupo novo de projetistas, a maior parte contratada por ele mesmo, como Doug McKiernan, chefe de engenharia. Mas é de conhecimento de todos na F1 que um dos problemas, o maior deles, é a temperatura elevada que o conjunto mecânico trabalha.


Visando maior eficiência aerodinâmica, o time coordenado por Dirk de Beer, ex-Ferrari, desenhou laterais e tomadas de ar pequenas, além de todo o conjunto traseiro ser bastante fechado, para permitir que o ar flua disciplinado para o aerofólio traseiro. Essa solução aerodinâmica compromete o fornecimento de ar à exigente unidade motriz Mercedes.


Nos anos anteriores, na época de Felipe Massa na Williams, de 2014 até o ano passado, uma das características de seus carros era a elevada velocidade final das retas, mesmo em pistas onde usava elevada carga aerodinâmica. Em Baku, Stroll, que pilotou o modelo de 2017 e, portanto, conhecia esse seu ponto forte, explicou que o resultado obtido no FW41 foi oposto ao planejado:


- Este ano nós temos as piores velocidades nas retas, perdemos o que tínhamos de melhor. E a velocidade em curva também piorou, ou seja, estamos mais lentos que em 2017.


Lawrence Stroll, pai de Lance, e Paddy Lowe no paddock do GP do Barein (Foto: Charles Coates/Getty Images)


Um carro que trabalha com seus sistemas sobreaquecidos, além de expô-los a maiores riscos de quebra tem menor resposta de performance. Por outro lado, se o grupo de Beer alargar as tomadas de ar e a carenagem traseira, elevará o arrasto, ou seja, influenciará negativamente nas velocidades finais. Até a prova de Baku ninguém duvida na F1 que os projetistas da Williams estavam perdidos com aquela versão do FW41.


Esse é o dilema que Lowe está administrando e não distinto do de seus colegas: como encontrar o melhor compromisso entre atender às necessidades de ar da unidade motriz Mercedes e o sistema de transmissão do FW41 e, ao mesmo tempo, torná-lo eficiente aerodinamicamente. Lowe admitiu na entrevista de Baku que o FW41 tem alguns problemas mecânicos também, sem especificá-los.


No paddock, o comentário é que as suspensões do novo carro da Williams, completamente distinto da base que gerou os quatro modelos anteriores, apesar da mudança de regulamento em 2017, não são capazes de fazer os pneus Pirelli trabalharem na faixa ideal de temperatura. Mas essa questão mecânica da mesma forma se relaciona com a aerodinâmica.


É provável que Lowe, McKiernan, Beer e o desenhista-chefe, Ed Wood, esperem mais algumas etapas para verificar se a revisão conceitual do FW41, programada para estrear no fim de semana, atenuará suas imensas dificuldades e permitirá ser desenvolvido ao longo do campeonato. Se não for o caso, o ano estará perdido para a Williams, pois o grupo partirá logo para o projeto do modelo de 2019, não tendo como base o FW41. E Stroll e Sirotkin dificilmente avançariam muito na classificação.


É grande o interesse de vários profissionais da F1 com relação ao que a nova versão do FW41 poderá fazer no Circuito da Catalunha, já a partir da pilotagem de Kubica. O sócio e diretor da Mercedes, Toto Wolff, afirmou, em Baku, que a sua equipe poderia estabelecer uma relação de maior transferência de tecnologia para a Williams, como faz a Ferrari com a Haas e a Sauber, mas não a curto prazo. E a sócia e diretora do time inglês, Claire Williams, respondeu de bate pronto que agradece a boa vontade da Mercedes, mas a Williams não precisa disso.


Faz sentido, quem conhece a estrutura física da Williams em Grove, não distante de Silverstone, e o avanço de sua engenharia, dedicada a projetos fora da F1 também, não pode sequer imaginar que aquele time, com tantos recursos técnicos, poderia estar na última colocação no mundial.


Lowe comentou com o GloboEsporte.com que o FW41 é o primeiro trabalho do novo grupo de projetistas e é preciso um tempo para os vários setores da equipe se integrarem melhor. A história reforça a explicação de Lowe. A sintonia entre as diferentes áreas de engenharia é fundamental para um carro nascer equilibrado, veloz e poder ser bem desenvolvido, outro desafio essencial da F1.


A Williams forte representa um bem para a F1, por tudo que já conquistou. Deixaria no ar a mensagem de ser possível uma organização sair da hegemonia da competição, como foi nas temporadas de 1992 e 1993, ser muito competitiva em outras, a exemplo de 1996 e 1997, campeã nos quatro anos, cair tristemente de produção, como agora, e poder começar a se reerguer, apesar do orçamento limitado.


HORARIOS CIRCUITOS F1 2018 GP Espanha (Foto: infoesporte)

 

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