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Doze meninos e técnico de futebol achados vivos em caverna na Tailândia
02-07-2018
Mundo
Dramático resgate de nove dias contou com mil socorristas de vários países

RIO — Os 12 meninos integrantes de uma equipe de futebol que vinham há nove dias sendo procurados na Tailândia, após terem desaparecido com o seu treinador num complexo de cavernas inundadas, foram encontrados vivos nesta segunda-feira, segundo o governador regional. Todas as 13 pessoas estão a salvo, de acordo com relatos preliminares. A dramática operação de resgate que comoveu o país nos últimos dias contava com mil socorristas de diversos países.




A Marinha tailandesa encontrou todos os 13 com sinais de vida — disse e o governador de Chiang Rai, Narongsak Osatanakorn, a repórteres.






Os meninos, que têm entre 11 e 16 anos, e o seu técnico, de 25 anos, desapareceram no dia 23 de junho durante uma excursão ao complexo de cavernas de Tham Luang, que se estende por 10 quilômetros abaixo de montanhas no norte da província de Chiang Rai. A chuva começou a cair depois que o grupo entrou e a água fez com que ficassem presos.




Em um ponto ao longo da trilha, alguns meninos deixaram suas malas, disseram autoridades. Em outro, os sapatos. Além dos pertences na boca da caverna e marcas de mãos nas paredes, nenhum vestígio deles havia sido encontrados até então.




Por enquanto, não está claro onde os meninos foram achados nem quanto tempo demorará para que o resgate seja concluído. Os meninos podem estar sofrendo de desnutrição e baixa temperatura corporal, e dois deles têm asma, segundo o comunicado de Turajane.








Desde quinta-feira, autoridades tailandesas acreditavam que os 12 garotos poderiam ter encontrado refúgio numa caverna grande, seca e mais alta, que é chamada de "Pattaya Beach"; e, por isso, consideravam perfurar um buraco a partir do topo da montanha para localizá-los. A câmara está localizada a cerca de 5 quilômetros da principal entrada do parque florestal que dá acesso ao complexo de cavernas na cidade de Mae Sai, na fronteira com Mianmar e Laos.




Os jogadores de futebol e seu treinador foram para a caverna numa tarde de sábado, depois do treino da equipe, atravessando uma placa que alertava os visitantes para não penetrarem no local de julho a novembro, devido ao perigo de enchentes durante a estação chuvosa. O aviso também dizia que os visitantes deveriam se reportar à guarda florestal antes de entrar, o que o grupo não fez, disseram as autoridades.




Equipes de resgate de EUA, Japão, Reino Unido, China e Austrália atuam na operação de resgate. Um centro de operações foi instalado numa terceira câmara, a 1,7 quilômetro de distância da caverna onde as buscas se concentravam. As fortes chuvas sazonais dificultaram as buscas: mergulhadores tateavam ao longo das paredes da caverna, mas mal conseguiam enxergar em meio à água lamacenta. Entre os que ajudam nos esforços de busca está uma equipe de 17 especialistas em resgate e sobrevivência da Força Aérea dos EUA. Três mergulhadores especializados em cavernas da Grã-Bretanha também se juntaram às buscas.




Mais cedo nesta segunda-feira, autoridades informaram que os socorristas tentavam abrir caminho através de uma passagem de acesso normalmente restrito a mergulhadores, para chegar ao interior do complexo de cavernas. Usariam 600 cilindros de ar dentro da caverna para ajudar na operação. Agentes de uma unidade de elite da Marinha tailandesa estavam a 500 metros da Pattaya Beach.




COMOÇÃO E PRECES EM ESCOLA


Na escola Mae Sai Prasitsart, onde estudam seis dos meninos desaparecidos, foi realizada uma cerimônia com orações dedicadas ao time de futebol nesta segunda-feira.




— Eu espero que todos os espíritos que não podemos ver por favor nos ajudem e tragam de volta as 13 pessoas, que são nossos amigos e irmãos — disse o professor Takkapong Thammarangsi, que liderava a oração.


Entre os alunos, o clima era de comoção pelos seus colegas. A mesma tensão estava espalhada por todo o país, enquanto as famílias realizavam vigílias e se agrupavam perto do centro de operações das autoridades à espera de notícias. Alguns parentes tiveram que ser hospitalizados após vários dias de vários dias de angústia.


— Deixem que eles volte para jogar futebol com a gente, sentimos falta deles — dizia Tilek Jana, de 14 anos, cujo amigo Prajak está entre os desaparecidos.


 


 


 


 

 

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