Jornal JF no mundo
Notícias de Juiz de Fora e do mundo
20
Abril
Juiz de Fora
Sábado


 

Digite o conteúdo da pesquisa:


Confusão no MEC pode causar atrasos no Enem
29-03-2019
Educação

SÃO PAULO - A confusão no Ministério da Educação (MEC) está inviabilizando até a polêmica comissão criada para analisar as questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o que pode atrasar todo o cronograma do maior vestibular do País. O grupo começou a trabalhar no dia 20 e deve terminar hoje ou, no máximo, segunda-feira (a regra previa que a análise duraria dez dias).




O problema é que as perguntas consideradas inadequadas pela comissão devem obrigatoriamente ter um parecer pelo responsável pela Diretoria de Avaliação de Educação Básica (Daeb), do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep). O diretor Paulo Roberto Cesar Teixeira pediu demissão nesta quinta-feira, 29, e ninguém foi nomeado para substituí-lo. Também seria do presidente do Inep a função de dar o parecer final para saber se as questões ficam ou não na prova.




Marcus Vinicius Rodrigues, que ocupava o cargo, foi exonerado terça-feira, depois de desentendimentos com o ministro Ricardo Vélez Rodríguez. O chefe da pasta disse que Rodrigues aprovou mudanças na avaliação para alfabetização sem o consentimento dele - “puxou o tapete”, conforme afirmou nesta quarta-feira, 27, em audiência na Câmara dos Deputados.




Só depois de a comissão finalizar seus trabalhos é que serão escolhidas as 180 questões da prova deste ano, em um trabalho demorado porque envolve análises pedagógicas e técnicas, uma vez que o Enem mantém um rigoroso método estatístico. O exame será em novembro.




Conforme noticiou o Estado com exclusividade no dia 20 deste mês, a função da comissão com três membros era a de fazer uma análise transversal dos chamados itens - as questões. O objetivo era o de “identificar abordagens controversas com teor ofensivo a segmentos e grupos sociais, símbolos, tradições e costumes nacionais”.




Os integrantes desse comitê são Marco Antônio Barroso Faria, ex-aluno de Vélez, que é assessor no MEC, Antônio Maurício Castanheira das Neves, diretor no Inep, e Gilberto Callado de Oliveira, procurador de Justiça do Ministério Público de Santa Catarina, ligado a Eduardo Bolsonaro.




Quem está assumindo as funções de presidente de Inep, embora não nomeado ainda, é o general Francisco Mamede de Brito Filho. Ele não tem experiência específica na área da educação nem em avaliações. O militar serviu no Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e comandou o Batalhão Brasileiro no Haiti. Até a demissão de Rodrigues ele era o chefe de gabinete no Inep e tinha apenas funções burocráticas.




Vélez nomeia dois olavistas para seu gabinete


O ministro Ricardo Vélez Rodríguez nomeou ontem dois ‘olavistas’ para cargos de assessor em seu gabinete. Murilo Resende, que inicialmente havia sido indicado para a diretoria que cuida da Enem e, depois da repercussão negativa, acabou como assessor de outra secretaria, foi agora promovido para trabalhar diretamente com Vélez. Ele é ex- aluno de Olavo de Carvalho e um defensor do Escola sem Partido.




O outro é Ricardo Luiz Silveira da Costa, especialista em História Medieval e Inquisição. Foi publicada no Diário Oficial também a exoneração de Tânia Almeida da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC). Ela deixou o posto depois que a pasta publicou uma portaria que suspendia a avaliação da alfabetização no País. No lugar dela, ficou Alexandro Ferreira de Souza, que já era secretário de Educação Profissional e Tecnológica. 

 

Fotos

 

Comentários
Todos os comentário são validados.
Seus comentários serão exibidos somente após a validação.
Nome:
E-mail:
Comentário:
Desejo receber notícias.
 

 






Links úteis
Globo Imóbeis Ltda

 




Jornal JF no mundo
Notícias de Juiz de Fora e do mundo
Barbosa Lima, 135- Centro
Juiz de Fora-MG 36.010-050
E-mail: paula.jf@hotmail.com
Telefone: (32) 3213-0216 ou (32) 99967-8526
Expediente
20
Abril
Juiz de Fora