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Com R$ 10 milhões para reforços, Galo não investe e ainda perde para a concorrência
12-03-2018
Esportes
Atlético-MG não usa dinheiro previsto para contratações e tem perdido jogadores para outros clubes.

Atlético-MG definiu o orçamento para 2018 em novembro do ano passado. No balanço do clube está previsto o investimento de R$ 10 milhões em contratações. Porém, até o momento, os jogadores trazidos pela nova diretoria, liderada pelo presidente Sérgio Sette Câmara, vieram em trocas, acordos por empréstimos ou atletas livres no mercado. Fato é que o clube tem perdido para a concorrência por não investir, como exemplo mais recente a ida de Rithely do Sport para o Internacional. Gustavo Scarpa, que se transferiu do Fluminense para o Palmeiras, foi outra tentativa frustrada.


Alexandre Gallo, segundo da esquerda para a direita, comentou sobre os R$ 10 milhões destinados à contratações (Foto: Bruno Cantini/ Atlético-MG)


Alexandre Gallo, segundo da esquerda para a direita, comentou sobre os R$ 10 milhões destinados à contratações


Perguntado pelo GloboEsporte.com sobre os R$ 10 milhões destinados à contratação de reforços, o diretor de futebol do clube, Alexandre Gallo, destacou que a prioridade inicial tem sido manter os salários em dia, além de explicar que, apesar da verba prevista no orçamento para o futebol, "outras situações" têm feito com que os recursos sirvam também para cobrir pendências que surgem em outros setores.


- Na verdade, temos que ter momentos pontuais. Não podemos perder nossa condição de fluxo de caixa e, principalmente, da gente estar mantendo os nossos salários em dia. Isso é um ponto fundamental para a gente, para seguirmos com o trabalho. A gente faz esse planejamento, mas coisas acontecem, e vão aparecendo outras situações de algum tempo atrás, que acabam fazendo com que, dentro desse planejamento financeiro, a gente tenha que ocupar o dinheiro para outro setor. Estamos muito conscientes, com os pés no chão, para fazer qualquer tipo de situação acontecer. O presidente tem muita responsabilidade nisso (do cuidado com o dinheiro), por isso que estamos tentando enxugar o máximo possível.


Questionado se a verba será usada para contratações para o Campeonato Brasileiro, Alexandre Gallo, que disse em entrevista coletiva após a vitória sobre o Tombense que o clube pensa em quatro reforços para a sequência da temporada, ratificou que a diretoria tem administrado da melhor forma o dinheiro do clube.


- Na verdade, essa questão financeira passa pelo crivo do Sérgio (Sette Câmara), sempre. Temos conversado bastante, porque ainda não é este o momento, e, na hora certa, talvez, a gente faça utilização disso (dos R$ 10 milhões). Até porque, como eu disse, outras coisas acontecem e efetivamente, às vezes, o dinheiro é destinado para outra situação, pela responsabilidade do ano e para o bem do Atlético.


Contratações até o momento


O Atlético-MG trouxe Róger Guedes, Arouca e Erik, todos do Palmeiras, por empréstimo de uma temporada. Para a vinda de Guedes, o lateral Marcos Rocha foi cedido pelo mesmo período ao Alviverde. Ricardo Oliveira não renovou com o Santos e optou pelo Galo, embora também tenha recebido oferta do Internacional. De qualquer forma, o Alvinegro não precisou comprar nenhum direito econômico para contratar o veterano de 37 anos.


Ricardo Oliveira teve contrato encerrado com o Santos, não renovou e optou pelo Atlético-MG (Foto: Bruno Cantini/ Atlético-MG)


Ricardo Oliveira teve contrato encerrado com o Santos, não renovou e optou pelo Atlético-MG


Iago Maidana, Tomás Andrade e Samuel Xavier também vieram em oportunidades de ocasião, sem valores investidos pelo clube no empréstimo. A torcida tem cobrado mais investimento dos dirigentes, principalmente do novo diretor Alexandre Gallo, que ainda dá os primeiros passos como gestor no futebol e tenta mostrar que seu trabalho pode ser benéfico para o clube.


Um dos primeiros atos do presidente eleito Sérgio Sette Câmara foi reduzir a folha salarial do Atlético-MG, cerca de 20% de queda com a saída de jogadores como Fred, Robinho e Marcos Rocha. Hoje, o clube alega ainda não ter o equilíbrio financeiro adequado, mas os salários estão em dia, conforme afirmou o próprio presidente.


Saída de Robinho, que não renovou e foi para a Turquia, deu respiro na folha salarial do Galo (Foto: MacNicol/AFP/Getty Images)


Saída de Robinho, que não renovou e foi para a Turquia, deu respiro na folha salarial do Galo


O Alvinegro também tentou a ajuda de investidores para contratar. Na tentativa de fechar com Walace, do Hamburgo, o Galo mandou um representante ao exterior para fechar com os alemães, com aval do BMG. Mas o negócio tomou outros rumos e o volante não veio para o Brasil.


Outro entrave a ser resolvido pelo Galo é a previsão de vendas de jogadores em 2018. O clube estima arrecadar R$ 50 milhões em negociações. Dos que jogam como titulares com mais frequência, Otero, Cazares e Gabriel são os que têm mais chances de receber ofertas para, quem sabe, aproximar o clube do balanço de vendas projetado.

 

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