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Com 11% dos jogos de Löw, Tite não se vê igualando marca: "É utopia"
27-03-2018
Copa do Mundo
Há menos de dois anos no cargo, técnico da Seleção encara um dos mais longevos e vitoriosos da história. Prestes a completar 12 anos, alemão tem abismo de vantagens.

Não poderiam haver trajetórias mais diferentes do que as dos técnicos de Brasil e Alemanha. Nesta terça-feira, nos bancos de reservas do estádio Olímpico, em Berlim, estarão dois homens com o mesmo objetivo, o título mundial no dia 15 de julho, mas os caminhos de Tite e Joachim Löw, que se cruzam agora, têm pouquíssimas similaridades.


Enquanto o brasileiro ainda não completou dois anos na Seleção, seu adversário está prestes a comemorar 14 na Alemanha. Os dois primeiros como auxiliar de Jürgen Klinsmann, e, desde agosto de 2006, comandante principal da equipe que, nas três Copas do Mundo com sua presença, chegou sempre à semifinal e, em 2014, à decisão e ao título.


Diferenças enormes entre Tite e Löw à frente de Brasil e Alemanha (Foto: infoesporte)


O farto conhecimento que Löw tem de seu grupo e do leque imenso de atletas do qual poderá se servir na Rússia, e a recíproca também verdadeira, permite a ele, por exemplo, abrir mão de protagonistas como Müller e Özil no clássico diante do Brasil. Algo que Tite nem pode cogitar.


Para ele, cada minuto é importante para fortalecer sua equipe, sua ideia de futebol, e também para a criação de novas maneiras de tentar chegar ao hexa.


– Talvez os números sirvam para a interpretação. O Joachim tem 160 jogos na seleção, nós temos 18. É a última campeã mundial e é campeã da Copa das Confederações com uma equipe mesclada. Para mim não serve a folga, é aproveitar a oportunidade da equipe crescer e se consolidar.


Tite durante treino da Seleção, em Berlim (Foto: Pedro Martins / MoWA Press)


Tite durante treino da Seleção, em Berlim


Tite admite ser utópico se imaginar na seleção brasileira com o mesmo número de partidas que Löw tem na Alemanha. Diz que as culturas são diferentes, mas também lamenta não ter participado de tantos confrontos gigantes como seu adversário desta terça já protagonizou.


– Eu gostaria de ter participado de muito mais jogos, mas temos de respeitar a cultura. A alemã é diferente da brasileira nessa preparação, ideia, nesse conceito de manter um técnico por longo tempo. É utopia pensar que eu possa chegar perto (risos).


Löw, dois anos mais velho do que Tite, jamais havia brilhado por um clube. Fazia um trabalho competente no Stuttgart quando venceu uma concorrência, uma seleção de emprego, para auxiliar Klinsmann, em 2006. Sua consolidação no mundo do futebol veio na seleção alemã.


O brasileiro não. A enxurrada de títulos pelo Corinthians, um dos times mais populares do país, o alçou à condição de preferência nacional para o cargo. Recém-chegado, Tite tem um início impressionante, mas números muito distantes de seu colega.


Jöachim Löw enfrentará o Brasil depois do 7x1 (Foto: Reuters)


Jöachim Löw enfrentará o Brasil depois do 7x1 


Enquanto Tite ainda busca duas formações ideais, a do time titular para a Copa do Mundo, e a do grupo de convocados, Löw já começa a montar sua terceira geração alemã. A primeira teve o fim de jogadores marcantes, como Ballack. Depois ficaram pelo caminho Klose, Podolski, Lahm, Schweinsteiger e companhia. E agora surgem nomes como Werner, Stindl, Goretzka, e companhia.


Com uma vantagem larga sobre o Brasil: o país todo está imerso num processo de desenvolvimento do futebol, e numa ideia sobre como praticá-lo. Por isso, e pelos 12 anos no comando, o técnico muda, mas a maneira de atuar segue muito parecida.


– Essa adrenalina que me consome, essa expectativa, para ele (Löw) deve ser muito mais natural. Mas ela é inevitável do cargo. São desafios profissionais, os atletas modificaram daquela equipe campeã (de 2014). Ele não tem todos esses jogos com os mesmos atletas. É um desafio para nós – completou Tite.


 (Foto: Infoesporte)


Veja as informações de Brasil e Alemanha para o jogão:


Local: estádio Olímpico, em Berlim (ALE);


Data e horário: terça-feira, às 15h45 (de Brasília);


Escalação do Brasil: Alisson, Daniel Alves, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Fernandinho, Paulinho, Willian e Coutinho; Gabriel Jesus;


Desfalques brasileiros: Neymar (fratura no quinto metatarso do pé direito), Filipe Luís (fratura na fíbula da perna esquerda) e Alex Sandro (lesão muscular na coxa direita);


Provável escalação da Alemanha: Leno (Trapp), Rüdiger, Boateng e Ginter; Kimmich, Gündogan, Khedira (Goretzka) e Plattenhardt; Stindl, Werner e Sané;


Desfalques alemães: Neuer (em recuperação de cirurgia no pé esquerdo), Müller e Özil (poupados) e Emre Can (dores nas costas);


Arbitragem: Jonas Eriksson (SUE), auxiliado por Mathias Klasenius e Daniel Wärnmark (ambos da Suécia);


Transmissão: TV Globo (com Galvão Bueno, Casagrande, Júnior e Arnaldo Cezar Coelho), SporTV (com Luiz Carlos Júnior, Muricy Ramalho e Mauricio Noriega), reportagens de Tino Marcos, Mauro Naves e Richard Souza, e GloboEsporte.com;


Tempo Real: GloboEsporte.com, a partir das 14h.

 

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